Além da Imaginação

“Não tem nenhum terror no (buh), somente na expectativa dele.”

11

de
outubro

O Cavaleiro Fantasma

Dois amigos, depois de um exaustivo dia de trabalho, conversam sobre aonde iriam passar o feriado de Carnaval.
Antõnio disse que iria para sua cidade natal, fazia muitos anos que não retornava e já estava devendo uma visita a sua mãe e amigos.
Fernando neste momento lamenta, disse que ficaria em casa, alegando não ter para onde ir, seu amigo num ato de solidariedade o convida para viajarem juntos.
Aceitou na mesma hora, e no dia combinado, partiram os dois, essa que seria a viagem inesquecivel para ambos. Fernando era o mais animado, conheceu a cidade em apenas dois dias, e no final do primeiro já era querido por todos. No entanto notou que na cidade havia muitas casas abandonadas.
Em uma noite de muito calor todos estavam na rua se refrescando, jogando conversa fora, quando um dos presentes pergunta a hora. Ouviu alguém dizer que faltava quinze minutos para as dez e sem demora despediu-se dos demais, e instantâneamente todos repetem o ato.
Quando se dão conta percebem que são os unicos na rua, e Antônio tratou de apressar o amigo para que entrem também. O relogio indicava 10 horas em ponto ouvia-se como no passe de mágica o galope dos cavalos e as pessoas que os montavam gritavam e riam muito, disparando tiros para o céu.
Todos pareciam ignorar tal fato menos Fernando perplexo pergunta quem eram as pessoas do lado de fora.
Antes que alguém pudesse responder a mãe do amigo diz se tratar apenas de pessoas que passavam pela cidade na mesma hora batem a porta, Fernando girava a maçaneta quando todos o censuram causando-lhe enorme susto:
- Não abra!!
- Porque? Não estão batendo!? – Indagou exaltado o visitante.
- Eu sei o que querem – disse a dona da casa.
- E o que querem?
- Você não vai querer saber – disse Antônio colocando um ponto final na conversa.
Passado o susto retiram-se para seus quartos, no dia seguinte, logo após o café da manhã partem para mais um dia de passeio, desta vez o roteiro leva a um rio que cortava a pequena cidade, retornam somente a tarde completamente exaustos.
Evitavam comentar os eventos da noite passada, Fernando para não estragar a viagem coloca uma pedra sobre o assunto. Ao anoitecer, todos se reuniram novamente na calçada, pareciam a vontade, cantavam, dançavam, quando um senhor ao olhar a hora percebe que falta menos de 8 minutos para as 10 horas e avisa aos demais, e como em um ritual pouco a pouco todos se retiram.
Dentro de casa ouvem a mesma agitação da noite anterior e novamente batidas na porta. Sem se importar com o apelo dos presentes Fernando vai de encontro a porta não vê ninguem e sai em disparada a rua, para sua surpresa não avista se quer uma pessoa e todo o barulho acaba.
Volta para dentro indignado e pergunta:
- O que esta acontecendo aqui?
- Antônio tenta em vão dizer que nada acontecia, mas antes mesmo de explicar é contido por Fernando que diz querer saber a verdade. Uma pequena pausa e eis que a verdade vem a tona:
- O que você ouviu eram fantasmas.
- Como assim fantasma? Essas coisas não existem!
- Mas eram pode acreditar.– Disse angustiado Antônio.
- E o que queriam? Pergunta em tom de deboche.
- Vou contar a historia do inicio – Diz a velha matriarca.
- Quando a cidade era apenas um vilarejo existia uma quadrilha que assaltava varias cidades da região eles retornavam aqui sempre na ultima sexta-feira do mês.
- Minha bisavó disse que atrairam o bando a uma determinada casa e do lado de fora atiraram até que todos estivessem mortos, mas o lider do grupo não estava presente, foi caçado e apanhado dois dias depois o enforcaram em praça publica as 10 horas da noite; antes de morrer profetizou: daquele momento em diante ao badalar do relogio indicando 2 horas para o novo dia quem se atrevesse a sair nas ruas seria seu escravo pela eternidade.
Irônico, Fernando ri e pergunta se alguém já havia saído para fora a resposta é negativa. Visivelmente irritado lança uma pergunta:
- Porque todos vocês não vão embora da cidade?
- E para onde eu iria meu rapaz? Não conseguiria viver na capital, aqui é meu lar!
Quarta-feira de cinzas, depois do almoço os amigos retornam, até este momento nada acontece. Esquecido os fatos, Fernando retoma sua vida, corrida e agitada. Mas fatos bizarros começam acontecer, telefonemas estranhos que ao atender simplesmente emudecem, pessoas chamando a sua porta e a sensação que a todo momento alguém o vigiara. Numa certa noite em sua casa batem a porta passava um filme muito interessante no qual ele não queria perder nenhum detalhe abre a porta sem olhar, quando vira-se confronta um misterioso cavaleiro fantasma, possuindo longos e imponentes cabelos negros, além de chapéu, sobretudo e luvas pretas num visual macabro; montado em um cavalo esquelético, de longas crinas e olhos de sangue, batia os cascos ao ponto de soltar faiscas, relinchava sem parar parecendo rir do pobre coitado; eis que o mensageiro da morte pragueja:
- Não pense nem por um segundo que você não está em perigo! Vim buscar o que é meu por direito sua alma!
- Hahahahahahaha!! Hahahahahahaha!!

9

de
outubro

Estrada Maldita

Leticia estava muito feliz, a cinco anos trabalhando no jornal, finalmente consegue sua sonhada promoção uma matéria exclusiva com direito a entrevista e texto de sua autoria.
Sua matéria seria em outro estado, em uma cidade que não possui aeroporto, portanto teria que dirigir até o seu destino.
Chega a um posto para abastecer e esticar as pernas a viagem é longa, planeja chegar ao seu destino em poucos dias.
Buzina, um cachorro ladra exaustivamente que acaba por fim atraindo a atenção de um senhor que aproxima-se de maneira tranquila.
- Bom dia, completa por favor!
- Bom dia senhorita! Um momento.
- Esta a passeio? – indagou o velho que em seguida boceja.
- Não estou a trabalho sou jornalista vou fazer uma matéria na cidade de Coronel Andrada
- Jornalista, então veio do sul ?
- Sim vou entrevistar o Eduardo Antunes conhece?
- Claro! Quem não o conhece nestas redondezas!
- Vi que no mapa existe um caminho alternativo certo? - disse Leticia
- Sim existe mas e uma estrada que ainda não foi pavimentada é melhor você ir pela principal.
- Mas esse trajeto diminui minha jornada em uma semana posso chegar mais cedo e descansar.
- Esse caminho é perigoso além de ser …
- Diga logo, senhor!
- Aquele lugar é assombrado!
- Não me venha com essa!
- Pois acredite é verdade!
- Sinto muito mas não acredito nessas coisas.
- Que Deus a proteja tente chegar antes do anoitecer ai você ficara bem.
Ela estranha, mas sem dar atenção retoma sua viagem. Poucos quilômetros depois vê a frente a estrada de terra, logo imagina que não chove na região há muito tempo, sem pestanejar acelera o que pode na esperança de chegar o mais breve possivel.
Na metade do caminho uma tempestade despenca sobre a floresta trazendo consigo o anoitecer obrigando-a acender os faróis. Assim que seu percursso se ilumina vê logo adiante um homem caminhando despreocupado se aproxima e pergunta se gostaria de uma carona:
- Obrigado! - agradeceu.
- Não foi nada mora por aqui?
- Sim no final da estrada .
- O que faz no meio da chuva? Não tem medo?
- Nada mais me assusta neste lugar já estou acostumado.
- Mora aqui a quanto tempo?
- Há muito tempo, muito tempo…
O estranho passageiro não diz mais nenhuma palavra levando Leticia a ficar calada, mas algo chama sua atenção….
Entre as árvores uma pessoa os observa, neste momento vira-se para perguntar se acaso fosse um amigo e da-se conta que o carona havia sumido.
Estranhos barulhos ecoam da floresta, quando uma enorme criatura revestida de um pêlo muito grosso sai da mata e começa a bater em seu carro. Sua força era descomunal, possuia enormes chifres que ao arranhar a lataria saiam faiscas, ouvia-se urros raivosos e desesperados, sem duvida era a besta do inferno, batia sem parar, sumia por algum tempo e logo voltava com mais força, Leticia gritava e chorava pedindo para que o monstro parasse mas nada adiantava sua meta era tirar o carro da estrada. Foi quando que ao olhar para a frente depara-se com o sujeito que dera carona passa por ele como se não estivesse ali, perde o controle do carro chocando-se contra uma árvore.
No dia seguinte acorda em um hospital a enfermeira é chamada e em seguida avisa ao medico que pergunta:
- Como esta? Sente-se bem?
- Sim doutor o que houve ?
- Encontramos você incociente na entrada da cidade.
Lembro que estava ao volante quando perdi a direção. O que há de errado naquela estrada?
- Nada senhorita é apenas uma estrada – respondeu o delegado adentrando o quarto.
- Então porque o frentista disse que é assombrada?
- È um velho supersticioso apenas isso.
Dias depois Leticia melhora, e vai fazer sua reportagem estava preocupada, seu entrevistado era um assassino muito perigoso, com muita investigação descobriram que estava escondido naquela cidade liga o gravador e faz a primeira pergunta:
- Porque escolheu esta cidade para se esconder?
O criminoso sorri acende um cigarro, da uma tragada, em seguida bafora e diz:
- Moça quem em nome de Deus viria a este lugar no meio do nada sendo obrigado a cruzar esta estrada?
- Mas existe a estrada principal!
- É verdade, existe, mas tem uma pessoa que me informa tudo o que se passa - Responde apagando o cigarro ainda pela metade.
- Quem é? Mora na cidade? Indagou Leticia curiosa.
- Você o conhece muito bem afinal de contas deu carona a ele.

4

de
outubro

Não Pertube

Um homem chegou a um hotel em meio a sua viagem e pediu um quarto para uma semana. A recepcionista lhe entregou a chave para o único quarto vago do hotel, mas o avisou de algo. "No corredor até o seu quarto, você vai passar por um quarto sem número. Não entre neste quarto de jeito nenhum, nem tente olhar dentro dele.". O homem concordou, pegou a chave e, assustado com o aviso da recepcionista, foi direto para seu quarto, onde dormiu a primeira noite inteira.

No dia seguinte, no entanto, sua curiosidade estava realmente grande e o homem resolveu checar o quarto. Tentou abrir a porta, mas ela estava trancada, conforme havia imaginado. Por isso se abaixou e tentou olhar para dentro do quarto pelo buraco da fechadura. Ali ele viu a mobília, cama e cortinas muito similares as do seu quarto, sem grandes diferenças. Então ele viu, sentada no chão, nua, uma mulher completamente branca, dos pés a cabeça, com a cabeça virada para a janela, de um modo que ele não podia ver o rosto dela. Sem entender nada, voltou para seu quarto e dormiu a segunda noite inteira.

No terceiro dia, o homem estava realmente curioso e voltou ao quarto. Se abaixou para olhar pelo buraco da fechadura novamente, no entanto, dessa vez ele não foi capaz de enxergar nada. Havia alguma coisa vermelha na fechadura que bloqueava sua visão, como se alguém tivesse jogado um pano vermelho ali ou algo assim. O homem concluiu que quem quer que estivesse naquele quarto, provavelmente havia percebido que ele estava espionando no dia anterior, e por isso, resolveu bloquear a fechadura pra que ele não espiasse mais.

Não aguentando mais de curiosidade, o homem foi até a recepcionista e perguntou o que havia naquele quarto. A recepcionista suspirou e disse "você olhou pelo buraco da fechadura né?" e o homem confirmou. Ela continuou então e disse "muito tempo atrás, um homem matou a própria esposa naquele quarto e o espírito dela assombra o lugar até hoje.". O homem riu e disse que não acreditava, e a recepcionista respondeu "ah, mas a esposa dele não era uma pessoa normal. Ela era albina, todo o seu corpo era completamente branco, com exceção de uma parte… os olhos, que eram completamente vermelhos.

4

de
outubro

OB 1326

Havia algo estranho. Todos dentro do ônibus podiam sentir isso. Eles haviam saído de Belém no final da noite, com destino a Marabá interior do estado paraense. A estrada era perigosa, todos sabiam disso. Havia perigo de acidentes, assaltos… mas não era tudo. Havia algo de sobrenatural e temeroso no ar. Como se algo estivesse para acontecer…

Uma criança começou a chorar. A mãe colocou a cabeça da menina no peito e afagou-lhe os cabelos, tentando confortá-la.

Lá na frente, perto do motorista, uma velhinha rezava, segurando um terço.

O motorista suava e, de quando em quando, levava a mão à cabeça, como se houvesse algo ali que o incomodasse.

Súbito apareceu algo no meio da estrada. Parecia um carro policial. Dois homens sinalizavam para que o ônibus parasse.

O motorista se lembrou que era comum os assaltantes se disfarçarem de policiais… isso quando não eram os próprios policiais que praticavam os assaltos.

- Não pare para eles! - gritou um homem, entre lágrimas. São ladrões!

- Vão matar todos nós. - choramingou uma mulher.

Apesar dos protestos, o motorista parou. Os dois homens entraram, armas na mão.

- Todos parados! - berrou um deles.

Havia algo de estranho nos dois… como se fizessem parte de outra realidade. Seus corpos pareciam intangíveis.

- São fantasmas, mamãe. São fantasmas! - gemeu a garotinha. Ele vieram para nos levar…

- Os homens devem se levantar e colocar as mãos para cima.- ordenou o policial.

Os homens, resignados, levantaram-se e deixaram-se revistar. Depois foi pedido que abrissem as sacolas. Os dois olharam tudo, depois saíram.

- Boa viagem! - disse um deles ao motorista, mas ele não respondeu.

Na verdade, o motorista nem mesmo pareceu prestar atenção neles. Ele simplesmente fechou a porta, sinalizou e saiu.

Os dois ficaram lá, parados no meio do mato, observando o veículo se afastar. Um deles encostou no carro e acendeu um cigarro.

- Sabe, eu não entendo porque temos de ficar aqui, no meio desta estrada esquecida por Deus revistando ônibus…

- Você não soube… do ônibus que foi assaltado?

- Não, eu estava de férias…

- Era um ônibus como este… - e apontou com o queixo o veículo que já sumia no horizonte. Eles pararam no meio do caminho para pegar um passageiro. Era um assaltante. Ele tentou parar o carro, mas o motorista se negou. Foi morto com um tiro na cabeça. O ônibus bateu, então, em um caminhão. Todo mundo morreu.

- Sabe, agora que você falou, estou me lembrando de uma coisa estranha… o cabelo daquele motorista parecia manchado de sangue…

- Você… você anotou a placa? - gaguejou o policial.

- Claro. Está aqui. É OB 1326.

O outro ficou lívido.

- Era… era o ônibus do acidente!

4

de
outubro

O Jogo dos Espiritos

Quatro jovens resolveram fazer uma brincadeira um pouco fora do comum para sua idade. Um deles leu em uma revista de esoterismo como fazer o jogo do copo. Um sistema de comunicação com o além chamado OUIJA.

Um dos garotos sabia que seu pai tinha um tabuleiro. Resolveram comprar um copo e começar a sessão. Esperaram seus pais saírem de casa para acenderem as velas na sala e iniciar os trabalhos. Algumas rezas, piadas e movimentos dos garotos no copo, um deles resolve fazer as perguntas sérias:

- Tem alguém ai?

E o copo se movimenta para o sim

- Qual é o seu nome?

E o copo vai para a palavra não.

- Você é homem ou mulher?

O copo treme repentinas vezes e para. Os jovens começam a gostar da brincadeira:

- Você era careca?

Todos caem na gargalhada e o copo não sai do lugar.

- Como você morreu?

O copo volta a tremer mas não sai do lugar. Os rapazes insistem e a pergunta foi repetida três vezes, até que o jovem que perguntava pede uma prova da existência de um espírito na sala:

- Se há alguém nessa sala, dê um sinal.

Nesse momento o telefone toca repentinamente. Eram 22:00. Os jovens ficam assustados num primeiro instante, mas depois se acalmam e começam a dar risada da situação. Da coincidência do telefone tocar. Eles não atendem ao telefone e o mesmo para de tocar. Depois de um pouco de hesitação, decidem voltar a brincadeira.

De volta ao tabuleiro, o jovem repete a pergunta:

- Tem alguém ai? Dê-me uma prova que você está ai…

Novamente o telefone toca. As crianças ficam assustadas e deixam o tabuleiro cair. As peças se perdem pela sala enquanto os ruídos incessantes do telefone ecoam por toda a casa. Os jovens criam coragem e resolvem atender ao telefone. Num lançe de desespero e impulsionado pelos amigos, o jovem pega o telefone e diz com uma voz tremula:

- Alô?

Silencio absoluto. Algumas gargalhadas dos garotos e mais uma tentativa:

- Alô? Alô? Tem alguém ai? Em tom de brincadeira

Mas, ao invés de silêncio, uma voz sai do fone:

- Essa é a prova

Todas os jovens saem correndo de casa, desesperados, pedindo a Deus por suas vidas e prometendo nunca mais brincar com os mortos.

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://wilsonbandeira.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.